Qua, 16 de Maio de 2012 09:23
A Cooperativa Central de Laticínios da Bahia, uma das maiores do estado, parou a produção por conta da estiagem em Feira de Santana, município a cerca de 100 Km de Salvador.
A cooperativa existe há 44 anos e tem hoje 75 funcionários. A unidade já vinha enfrentando problemas, mas a chegada da estiagem prolongada acabou tornando ainda mais difícil a situação da fábrica. Até os tanques de resfriamento doados pelo governo aos produtores ainda não puderam ser usados, já que praticamente não há matéria prima na bacia leiteira da região.
Historicamente, a CCLB trabalhava neste período do ano com 60 mil litros de leite por dia, mas hoje não está beneficiando nem um litro do produto. A cooperativa parou de funcionar porque a pequena quantidade de leite que estava chegando da região não pagava os custos de produção.
"É muito triste você hoje ter 75 famílias aqui e você dizer que vai parar as operações e aqueles poucos produtores que estão lutando e você dizer que não vai poder nem pegar mais a produção deles, que estão sobrevivendo com a pouca produção que fazem. É muito triste, muito triste mesmo", lamenta Jean Pinheiro, presidente do conselho da cooperativa.
O diretor do Sindialimentação, que também é funcionário da cooperativa, está preocupado com a situação dos empregados.
"Nós não queremos que a fábrica feche, nosso objetivo é que a fábrica continue funcionando para garantir o trabalho desse pessoal, até porque muitos deles já trabalham há 20, 25 anos dentro da empresa, com uma idade avançada, e não tem como o mercado de trabalho absolver", observa Derlan Queiroz, presidente do Sindicato dos Trabalhadores.
A Cooperativa Central de Laticínios da Bahia, uma das maiores do estado, parou a produção por conta da estiagem em Feira de Santana, município a cerca de 100 Km de Salvador.
Ter, 15 de Maio de 2012 10:25
O soro de leite é uma substância rica em proteínas, mas quando lançado no meio ambiente torna-se um poluente de difícil degradação. Por falta de tecnologias adequadas, muitas agroindústrias acabam descartando o soro o que interfere negativamente no ecossistema. A Embrapa Agroindústria de Alimentos está investindo em pesquisas nessa área para obter do soro um ingrediente funcional capaz de atuar como coadjuvante em tratamentos para hipertensão e problemas cardiovasculares.
De acordo com a pesquisadora Lourdes Maria Corrêa Cabral, da Embrapa, o soro quando fracionado dividi-se em água, proteína, açúcares e sais minerais. Da proteína obtêm-se os peptídeos, moléculas de aminoácidos indispensáveis para o bom funcionamento do organismo e que possuem efeito antihipertensivo dentre outras propriedades. “A ideia é concentrar os peptídeos bioativos na forma de pó para utilizá-lo como ingrediente na formulação de alimentos funcionais como iogurtes, por exemplo”.
Também é possível trabalhar com os outros elementos fracionados (água, sais minerais e açúcares) para elaboração de novos ingredientes. No entanto, para o momento, o foco das pesquisas estará na obtenção de peptídeos em pó. Esse trabalho deve consumir três anos de pesquisas para torná-lo viável técnica e economicamente. “O que hoje é um passivo ambiental pode tornar-se um produto de alto valor agregado para a agroindústria e benéfico para o consumidor”, ressaltou Lourdes Cabral.
Lourdes Cabral lidera o projeto “Aproveitamento agroindustrial de resíduos proteicos e não proteicos gerados pela agroindústria”. Além do soro, a equipe do projeto investirá em pesquisas com cascas de frutas. Normalmente descartadas no processamento, algumas possuem valor nutricional e potencial para produtos funcionais.
Os alimentos funcionais são responsáveis por efeitos metabólicos benéficos à saúde e bem-estar e podem atuar como coadjuvantes na prevenção e tratamento de doenças. Os estudos científicos são importantes para comprovar seus efeitos. Ao mesmo tempo, o aproveitamento de resíduos minimiza o custo ambiental do processamento agroindustrial, uma questão cada vez mais cobrada pela sociedade.
O soro de leite é uma substância rica em proteínas, mas quando lançado no meio ambiente torna-se um poluente de difícil degradação. Por falta de tecnologias adequadas, muitas
Qui, 10 de Maio de 2012 20:59
A explicação é sazonal: os pastos estão mais secos e a entrega de leite aos laticínios, reduzida
O consumidor já sente no bolso os reflexos do período da entressafra da pecuária. De janeiro a abril deste ano, o preço do litro do leite subiu até 14,59% nos mercados da Capital, conforme o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), da Universidade Anhanguera/Uniderp. A explicação é sazonal: os pastos estão mais secos e a entrega de leite aos laticínios, reduzida.
"Tem aumentado muito", avalia a funcionária pública Roberta Costa, 39 anos, consumidora atenta às variações dos preços. Ela observa que os aumentos têm sido gradativos e constantes. "No final faz diferença", considera. Roberta tem razão. O leite tipo C Iporã, que registra a maior alta, custava, em média, R$ 1,67 no início do ano, passando para R$ 1,79 em março e chegando a R$ 1,92 no mês passado. Considerando o valor em abril de 2011 (R$ 1,62), a variação é de 18,51%.
A explicação é sazonal: os pastos estão mais secos e a entrega de leite aos laticínios, reduzida
O consumidor já sente no bolso os reflexos do período da entressafra da pecuária.
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Qua, 16 de Maio de 2012 09:20
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MS: TERMINOU ONTEM O 15° ENCONTRO TÉCNICO DO LEITE
Encerrou ontem (15) o 15° Encontro Técnico do Leite em Campo Grande/MS. Iniciado dia 14 tratou de vários temas como ameaças e oportunidades do setor, cooperativismo, controle de doenças, gestão econômica, preço de referência e qualidade na produção. Cerca de mil pessoas participaram do primeiro dia do evento.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Mato Grosso do Sul produz 500 milhões de litros de leite ao ano, ficando com a última colocação no ranking do setor no Centro-Oeste nos últimos 15 anos.
No primeiro dia o evento contou com palestras sobre qualidade do leite, gestão e estratégias para a cadeia produtiva. No segundo dia, também foram ministradas palestras e debates.
O evento é direcionado a empresas do segmento, produtores rurais, parceiros comerciais e industriais do ramo, jornalistas, acadêmicos e professores interessados no assunto.
Encerrou ontem (15) o 15° Encontro Técnico do Leite em Campo Grande/MS. Iniciado dia 14 tratou de vários temas como ameaças e oportunidades do setor, cooperativismo, controle de
Ter, 15 de Maio de 2012 10:14
Depois de passar pela Austrália, onde a equipe da Missão Técnica da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) conheceu de perto a produção de gado de corte, o grupo continua a viagem pela Nova Zelândia. Desde a última sexta-feira (11.05) os participantes estão no país aprendendo mais sobre o desenvolvimento da pecuária leiteira que é bastante representativa na região.
Além das propriedades com foco na pecuária leiteira, os integrantes também estiveram em fazendas de ovinos e de gado de corte, participaram de um seminário sobre a "Agricultura e Pecuária na Nova Zelândia", com Dr. Tony Zwart, da Universidade de Lincoln, e visitaram um mercado de lã.
A produção de leite no país é bastante desenvolvida, girando em torno de 16 milhões de litros ao ano. Segundo o presidente da Famato e do Senar-MT, Rui Prado, a estrutura de uma fazenda que produz leite na Nova Zelândia é muito organizada. "Tudo é feito de maneira mecanizada e de forma impecável, principalmente a alimentação dos animais. As vacas são alimentadas no pasto e recebem também suplementação no cocho. O cuidado com a pastagem é muito grande. A checagem do alimento é feita toda semana em todos os piquetes para garantir que não falte ração", explica Prado.
A pastagem das propriedades é bem peculiar: "No pasto há quatro tipos de capins, sendo o trevo branco, trevo vermelho, grama e chicória. Apesar de serem plantas nativas da Nova Zelândia, vimos que, para Mato Grosso, é possível implantar pastagens consorciadas com mais de um tipo de capim", afirma o presidente da Famato e do Senar-MT.
O diretor de Relações Institucionais da Famato, Rogério Romanini, destaca a importância da Missão Técnica para troca de experiências e conhecimentos: "Desenvolver a pecuária leiteira é o nosso foco para este ano em Mato Grosso. O estado tem muito potencial para expandir a produção de leite. Precisamos aumentar a qualificação da mão de obra e ter acesso facilitado ao crédito para investir mais neste setor".
ILP
A visita em uma fazenda na região de Ashburton foi a que mais chamou a atenção da equipe. Na propriedade são produzidas carne bovina, batata e milho no sistema Integração Lavoura-Pecuária (ILP), conforme conta o superintendente do Senar-MT, Tiago Mattosinho. "Nesta propriedade o mais interessante que observamos foi algo que falamos muito em Mato Grosso, porém ainda não é feito em grande escala, ou seja, a Integração Lavoura-Pecuária. Nesta fazenda, o milho produzido é utilizado na alimentação do gado e há um confinamento alugado para outros fazendeiros da região. Além disso, o produtor arrenda uma área para produção de batata, garantindo alta produtividade de todos os produtores da região, e o esterco gerado na propriedade é usado para adubar a plantação de batata".
A missão começou dia 02 e vai até a próxima quarta-feira, 16 de maio. Acompanhe todas as notícias sobre a viagem pelo Blog do Sistema Famato http://blogdafamato.wordpress.com. Clique AQUI e conheça o roteiro completo da Missão Técnica.
A Famato é a entidade que representa os 86 sindicatos rurais existentes em Mato Grosso. Junto com o Senar-MT e o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), formam o Sistema Famato.
Depois de passar pela Austrália, onde a equipe da Missão Técnica da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural
Qui, 10 de Maio de 2012 20:54
O produtor rural Carlos Alberto Lima, proprietário de um pequeno sítio de 16 hectares na cidade de Boa Esperança (MG), alcançava uma média de R$ 8 mil de lucro líquido por ano, com a produção diária de 12 litros de leite. Em 2010, aderiu ao Programa Minas Leite, coordenado em conjunto pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e pela vinculada Emater-MG, que responde pela execução do programa. Após um ano recebendo orientações do Minas leite, o cenário econômico da propriedade mudou expressivamente registrando, em 2011, lucro líquido de R$ 45 mil com a produção de 15 litros de leite/dia.
Este será um dos cases de sucesso que serão apresentados durante o Encontro Minas Leite, na programação da SuperAgro Minas 2012. Serão exibidos vídeos com os resultados alcançados pelo Programa, seguido de uma mesa de perguntas e respostas aos produtores e extensionistas da Emater--MG. O Encontro terá também diversas palestras que abordarão temas como a produção sustentável na bovinocultura, qualidade do leite e gestão técnica e financeira da atividade.
"Vamos mostrar intervenções técnicas como o manejo de pastagem com o uso de piquetes (pequenos pastos) e a utilização de cerca elétrica para o pastejo rotacionado. Além disso, vamos apresentar os benefícios proporcionados aos animais quando têm acesso ao capim de melhor qualidade, otimizando o espaço e prevenindo o contato com verminoses e parasitas", informou o coordenador técnico Estadual de Bovinocultura da Emater-MG, Feliciano de Oliveira.
De acordo com Oliveira, o caso bem sucedido do produtor de Boa Esperança não veio por acaso. A melhor organização da propriedade, o domínio sobre os custos de produção e o conhecimento do desempenho produtivo do rebanho são fatores que contribuem para a melhoria da qualidade do leite e otimizam o aproveitamento das pastagens.
"Tudo é um complexo de fatores interligados. Mas o grande desafio é a gestão dos recursos disponíveis para tornar o sistema de produção rentável. É preciso seguir nossas orientações como, por exemplo, a forma correta de alimentação do gado. Este é o sistema crucial na bovinocultura de leite e o que mais impacta para o sucesso da atividade", destaca.
Vacinação
O manejo sanitário também deve ser seguido de forma criteriosa, segundo o coordenador. "É preciso cuidado com a vaca gestante, com a cura do umbigo -- que é porta de entrada para infecções -, e com fornecimento de colostro ao bezerro recém-nascido. Outro ponto importante é seguir com disciplina o sistema de vacinação para o controle de ectoparasitas e endoparasitas", disse Oliveira, chamando atenção para os exames regulares de prevenção de tuberculose, brucelose e mamite. "Seguindo esses passos e tendo a devida atenção à gestão de atividades e ao controle de índices zootécnicos, o resultado não poderia ser melhor: a qualidade do leite", garantiu.
Orientação
De acordo com a engenheira agrônoma da Emater--MG em Boa Esperança, Thatiana Abrahão, o produtor Carlos Alberto não compreendia o acompanhamento agronômico e tinha como principal objetivo mudar todo o sistema de gestão. "No início, a ideia do produtor era inseminar o gado de leite, sem preocupar-se com o aprimoramento da pastagem e com a alimentação apropriada. Os resultados só poderiam ter sido negativos, pois tudo interferia na qualidade do leite", lembra a engenheira, que acompanha e orienta de perto todos os processos de produção de leite na fazenda.
"O sucesso da produção, após várias intervenções técnicas, só foi possível pelo controle do gerenciamento e melhoramento do gado. As pastagens e a análise do solo são a base, mas o produtor não enxergava dessa maneira, pois pensava apenas na genética dos animais. A adubação dos pastos é essencial", reforçou.
Hoje, conforme a engenheira, o grande desafio é melhorar o balanceamento da ração. "O ideal é que o produtor faça o equilíbrio nutricional para reduzir custos, gastando 20% de sua renda com despesas alimentares. O Carlos Alberto gastava mais da metade de seus rendimentos com a compra de ração. Isso não mais acontece, pois o pasto está bom e o produtor tem a opção de comprar uma ração com 22% de proteína e não a mais cara, que contenha 27%, o que ele fazia", explica.
1070 produtores cadastrados no Programa
Atualmente, no Sitio Limeira, há 24 fêmeas da raça holandesa, 20 bezerros e 20 novilhas, todas provindas de inseminação. "Comecei meus negócios no ano 2000 com apenas duas vacas. Fiz financiamento de R$ 6 mil com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e comprei 30 bezerras. Depois, me cadastrei no Programa Minas Leite, que me ensinou a implantar uma gestão eficaz, melhorando a qualidade do leite em 80%. Além disso, otimizou a pastagem e ainda baixou o custo com a alimentação do gado. Antes de receber as orientações da Emater-MG, trabalhava praticamente no escuro. Produzia e não sabia como alcançar lucros", afirmou o produtor rural.
O Programa Minas Leite foi lançado em 2005 pelo Governo do Estado. Seu segmento de produção primária é apresentado como Programa de Qualificação Gerencial e Técnica dos Sistemas de Produção Pecuária Bovina do Estado de Minas Gerais, sob a coordenação conjunta da Seapa e Emater-MG. Atualmente são 1070 produtores cadastrados no Programa.
A SuperAgro Minas 2012 será realizada de 3 a 10 de junho, no complexo Parque de Exposições da Gameleira Expominas, em Belo Horizonte. A realização é do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e Sebrae-MG.
O produtor rural Carlos Alberto Lima, proprietário de um pequeno sítio de 16 hectares na cidade de Boa Esperança (MG), alcançava uma média de R$ 8 mil de lucro líquido por ano,
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