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MG: EMBRAPA GADO DE LEITE

A Embrapa Gado de Leite recebeu a visita do diretor assistente de pesquisa animal e coordenador nacional de pesquisa das regiões áridas e semi-áridas do KARI (Kenya Agricultural Research Institute - KARI), David Milano Mwangi. O objetivo foi o desenvolvimento de ações em parceria com o Programa de Melhoramento Genético de capim elefante da Embrapa Gado de Leite.



O capim elefante é responsável por cerca de 50% da dieta das vacas no Quênia, mas esta gramínea vem sofrendo com o ataque de duas doenças (carvão e Phytoplasma) que diminuem a sua produtividade. O interesse do KARI é introduzir, avaliar e identificar genótipos de capim-elefante resistentes àquelas doenças.

Segundo o pesquisador da Embrapa, Francisco José da Silva Ledo, caso a parceria se efetive, a Embrapa irá ceder para o Quênia genótipos do Banco Ativo de Germoplasma de capim elefante e híbridos do Programa de Melhoramento Genético da Embrapa Gado de Leite. “O Brasil também tem interesse nesta parceria. Trabalhando de forma proativa, podemos nos antecipar ao problema caso essas doenças venham a ocorrer no Brasil”, diz Ledo.

A parceria entre a Embrapa Gado de Leite e o KARI é um dos pré-projetos da Plataforma África-Brasil de Inovação Tecnológica (Africa-Brasil Agricultural Innovation Marketplace), que já conta com três milhões de dólares de organizações internacionais para um período de três anos. A implementação dos projetos aprovados será debatida em um fórum, a ser realizado em outubro, em Brasília.

A Plataforma foi lançada em maio deste ano, no âmbito do Diálogo Brasil-África, e logo foi transformada em programa de governo. Para o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Duarte Vilela, o país tem tecnologias importantes que podem mudar o perfil da agropecuária africana.

A pecuária de leite é uma das principais atividades agrícolas do Quênia. A atividade se apoia na agricultura familiar (existem em torno de um milhão de produtores) e a produção por vaca é baixa. O intervalo entre partos é longo (cerca de dois anos) e a mortalidade de bezerros é alta (23%). Vilela vê neste cenário outras oportunidades de parceria entre as instituições.

Fonte:Milknet


 

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