PREÇO PAGO PELO LEITE PODE As pancadas de chuva que atingiram o Oeste de Santa Catarina entre o final da tarde de terça, dia 24, e quarta, 25, ocorreram de forma irregular e serviram apenas para amenizar a situação nas lavouras, sem interromper a estiagem.
— Isso ajuda as pastagens mas não resolve o problema da água — avaliou o gerente regional da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) em São Miguel do Oeste, João Carlos Biasibetti.
Quem também está feliz são os agricultores que semearam a segunda safra de milho, pois a umidade já ajuda na germinação.
No entanto, Biasibetti avaliou que a chuva não foi uniforme. Em São Miguel do Oeste foram registrados 15,2 milÃmetros na estação da Epagri e cerca de 30 milÃmetros no centro da cidade. No entanto em regiões do interior de São José do Cedro e Guarujá do Sul a chuva foi menor do que a registrada em São Miguel do Oeste.
Em Chapecó, foram apenas quatro milÃmetros segundo o observador meteorológico Roque Sulzbacher. No acumulado do mês são 86,2 milÃmetros, para uma média de 184 milÃmetros. Desde novembro, vem chovendo abaixo da média na região.CAIR
A quebra da safra de verão no Paraná por causa da seca já chega perto de 20%, segundo relatório do Departamento da Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná. O prejuÃzo já chega a R$ 2,48 bilhões.
As perdas nas plantações de milho, soja e feijão somam 3,95 milhões de toneladas.
Os maiores prejudicados foram os plantadores de soja: mais da metade da perda econômica do estado é referente à produção da oleaginosa. Segundo o relatório, o prejuÃzo com a quebra da safra de soja soma R$ 1,76 bilhão, referente a 2,44 milhões de toneladas ou 17,3% da produção esperada.
A lavoura de milho teve perda de R$ 556,8 milhões, referente à queda de 1,42 milhão de toneladas (19%). E a lavoura de feijão teve perda de R$ 161,76 milhões, queda de 86,4 mil toneladas (20%) quando comparada com a produção estimada.
As chuvas deste mês amenizaram os danos da estiagem e favorecem as plantações de milho e feijão. A área de plantio de milho será aumentada em 22% em relação a do ano anterior. Mas as plantações que estavam mais avançadas tiveram prejuÃzos irreversÃveis.
Fonte: Canal Rural






